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_____________________Impressos
[ Revisitando as Psicoses ]
[ Sexta do Ócio ]
[ Dez Encontros ]
Arte e Psicanálise
"A partir de imagens digitalizadas de trabalhos de artistas contemporâneos,
alguns psicanalistas lançam um sentido sobre a obra".
[ André Burian e Guilherme Massara
]
[ Angela Oliveira e Musso Greco ]
[ Cláudia Renault e Francisco Goyata
]
[ Flávio Augustos e Geraldo Martins
]
[ Léo Ladeira e Cristina Vidigal ]
[ Luiz Flávio e Cristiane Barreto ]
[ Miguel mCoutinho e Carlos Perktold ]
[ Rodrigo Ratton e Angela Torres Lima ]
___________________Vídeos/Interfaces
"6 Radicais"
[ panorama interativo
em QuitimeVR ]
"Paisagens Interativas"
[ panorama interativo em
QuitimeVR ] [1,8Mb]
[ arquiteturas ] [8,45Mb]
[ cadáveres ] [5,64Mb]
[ caminhões ] [7,00Mb]
[ carros ] [10,78Mb]
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[2,75Mb]
[ quebar-molas ] [1,37Mb]
[ texturas ]
[4,97Mb]
[ pedestre
] [8,80Mb]
"Circuito e Imagem" [7,25Mb]
[ vídeo
para ver no escuro ]
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Homenagear Sigmund Freud, homenagear Guimarães
Rosa através de uma obra de Cláudia Renault é uma
alegria. O tempo não importa quando a obra é viva, fala
ao olhar, à sensibilidade e ao oco do falador-falante.
A composição poderia ser rebuscada, barroca, como os oratórios
mineiros, uma caixinha de jóias, mas não é. É
simples de doer. Evoca as grotas de Minas, as minas de Minas, as grutas,
as siderúrgicas que levam nosso mineral. Nem tanto assim, resta
um veio, um traço, um rio, uma vereda, um graveto que escreve delicadamente
o vazio e o brilho fátuo da pedra preciosa e da água que
lava a alma.
Freud não quis fazer de sua obra uma concepção acabada
do mundo, nem Rosa em seu Grande Sertão: Veredas: "Mire e
veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas
não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas..."
(1956).
Por que a artista alinha seixos, alisa vazios, provoca sombras e luz?
Por que ela não diz tudo? É de gênio rigorosa e generosa,
deixa a incompletude dizer, meio dita sua obra. Vocês podem percebê-la
assim?
Qual a tarefa do psicanalista, pergunta Freud em Construções
em Análise. "Sua tarefa é de completar aquilo que foi
esquecido a partir dos traços que (o analisante) deixou atrás
de si ou, mais corretamente, construí-lo" (1937).
Esse o legado dos aniversariantes que comemoramos: obras que fazem parte
de um mutirão para que detalhes sintomáticos, traços
e seixos possam escrever um percurso que dure um tempo de festa, celebração
e comunhão.
Por mais que objetos luminosos nas lojas tentem nos ofuscar na sedução
de que brilham por si próprios e não sofreram o labor de
muitos homens, restam testemunhos de que a luz excessiva não obscurece
a sombra que é seu necessário porvir.
Podemos repousar com obras que nos convidam a freqüentá-las
e abrigar nosso desamparo sem exigência de beleza ideal e trabalho
incessante. Elas estão colocadas a serviço da criação
de um mundo que necessita fazer o olhar do homem ver, por frestas e buracos
mais que por vitrines. Ver nascer a singularidade do sujeito em sua radicalidade,
o que desejamos nesta Estação do Saber.
Crédito da Obra. Cláudia Renault.
Sem título. Nov. de 2000.
Cláudia Renault. Artista plástica,
produtora cultural e galerista. Graduou-se em artes plásticas pela
Escola Guignard, Belo Horizonte.
Francisco José dos Reis Goyatá. Psicanalista psiquiatra
e educador. Membro da Escola Brasileira de Psicanálise, da Associação
Mineira de Psiquiatria e da Escola Balão Vermelho.
1 A palavra no original alemão
é erraten que significa adivinhar. Não se trata de adivinhação
como das cartomantes, mas daquilo que, do inconsciente, está por
advir.
2 Comemoramos neste ano o aniversário de nascimento de Sigmund
Freud, fundador da Psicanálise e da primeira edição
da obra prima de João Guimarães Rosa: Grande Sertão:
Veredas.
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