Projeto Portal Sul de Vitória / ES

INTRODUÇÃO

A região intitulada “Portal Sul de Vitória”, que compreende parte do Centro Histórico da Cidade de Vitória, apresenta-se em processo de renovação. Diversos estudos foram desenvolvidos para sua melhoria urbana, nas áreas de habitação, saneamento, cultura, lazer e educação. No entanto, a implementação dos projetos requer a articulação entre os diversos agentes envolvidos com a questão urbana: proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados.
A vocação histórica produtiva desta parte da cidade aponta a necessidade de um Plano Urbanístico para regeneração urbana, um instrumento de conexão entre os diversos projetos para a área, além de propostas de melhoria viária, estudos de ocupação do solo, articulando o conjunto de intervenções pontuais e projetos existentes e estabelecendo diretrizes capazes de viabilizar novas funções produtivas.
A necessidade de ampliação das instalações de diversas empresas privadas relacionadas com a exploração do petróleo na região poderá funcionar como catalisadora do processo de urbanização da área, dinamizando a região, requalificando seu espaço urbano e arquitetônico, elevando qualidade ambiental, e assim, reintegrando a região de estudo ao tecido urbano e à dinâmica da área central de Vitória.

1a Etapa: Levantamento de Dados

O polígono de delimitação da área do projeto de intervenção urbana denominado Portal Sul de Vitória está situado na região oeste da área central da cidade de Vitória, definido pelos terrenos situados a partir do Mercado da Vila Rubim, o limite oeste da área portuária, os bairros Vila Rubim, Ilha do Príncipe, Mario Cipreste, Caratoira e Santo Antônio. A área enfocada pelo projeto compreende o território formado por aterro que veio sendo realizado desde o final da década de 20 até meados da década de 80, definindo um amplo espaço ainda não ocupado inteiramente e onde se localizam os principais acessos da parte sul da cidade, realizados através das Pontes Florentino Ávidos (Cinco Pontes) e Carlos Castelo Branco (Segunda Ponte), bem como outros equipamentos e infra-estruturas importantes da urbe, tais como o terminal rodoviário de passageiros, o parque Tancredo Neves e o Sambódromo ou Sambão do Povo.

Do ponto de vista da evolução urbana desta parte da cidade é importante notar que por vários anos ela ficou relegada na condição de espaço periférico enquanto os investimentos em melhorias urbanas eram dirigidos principalmente para a área central e o outro extremo da cidade, onde se deu a implantação das áreas comerciais e dos bairros de maior poder aquisitivo.

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2a Etapa: Análise das Potencialidades / Diretrizes

A concentração de usos diferenciados é uma característica valiosa nos centros urbanos, garantem vitalidade quando possuem uma infraestrutura adequada, proporcionando atividades urbanas constantes, que valorizam o espaço e ampliam o sentido de comunidade. A relação entre usuários e ambientes deve proporcionar segurança, saúde, conforto físico e psicológico, produtividade, etc. Deve favorecer os encontros, reuniões populares, eventos inclusivos, induzindo processos cíclicos, contínuos e potencializados pela infraestrutura. Ao mesmo tempo favorecer a circulação, a transposição e a localização referenciada dos elementos centrais sem ser óbvia.

Os edifícios e os ambientes que constituem o Projeto Portal Sul são concebidos levando em conta não apenas os aspectos energéticos, mas aspectos de convívio e fruição dos usuários, propondo ambientes capazes de oferecer suporte para a diversidade, potencializando a durabilidade das ações, eventos e espaços, seja a partir da alternância ou em função da sua complementaridade. Neste sentido, apresenta-se tanto uma sustentabilidade ambiental como também outras condições para seu exercício: sociais, políticas, culturais e econômicas.

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3a Etapa: Propostas de Intervenção

Do ponto de vista metropolitano este setor urbano deve ser entendido como uma extensão da área central da cidade quer pela natureza das atividades que abriga atualmente, quer pela sua configuração urbana e o papel que desempenha enquanto portal de acesso à cidade de Vitória.

Quanto ao planejamento urbano e as disposições aplicáveis para este setor da cidade, deve-se notar que no âmbito do Plano Diretor Urbano de Vitória esta porção urbana se enquadra na Área Especial de Interven- ção Urbana 01 – Área do Centro Histórico. Conforme o art. 112 do PDU de Vitória (Lei 6705) “considera-se Áreas Especiais de Intervenção Urbana aquelas que, por suas características específicas, demandem políticas de intervenção diferenciadas, visando, entre outros objetivos, a garantir a proteção do patrimônio cultural e da paisagem urbana, a revitalização de áreas degradadas ou estagnadas, o incremento ao desenvolvimento econômico e a implantação de projetos viários.”

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Coordenação Geral
Arq. Angela Gomes de Souza

Gerência de projeto
Arq. Bruno Massara, Arq. Ellen Assad, Arq. Paulo Vargas

Estagiários
Anita Lacerda
Bruno Bowen Vilas Novas
James Altoé
Renato Ribeiro Pontello
Ricardo Davel
Rômulo Gastmann Mendonça

Imagens
Acervo DAUS/Foton

Hiparc Geotecnologia



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