Artigos

Territórios: modos de entendê-los e agenciá-los nas metrópoles” (2017)

Este ensaio busca explorar possibilidades de uso do conceito de territórios no contexto das grandes cidades contemporâneas ou metápolis. As concepções, exemplos de iniciativas experimentais e de novos agenciamentos em contextos urbanos tornam possível entrever outros modos de se habitar o mundo, numa perspectiva mais coletiva e de apropriação democrática dos espaços públicos e privados dos quais emergem novos territórios do pensamento e da prática espacial.
Palavras-chave: territórios urbanos, metápolis, complexidade. 
>> artigo publicado na Revista ClimaCOM / LABJOR/ Unicamp Campinas – SP

Novos Olhares e Desafios da Complexidade na Epistemologia Projetual ” (2016)

No campo da arquitetura, contextos de complexidade vêm impondo limites severos às abordagens projetuais deterministas, centralizadoras e hierárquicas, demandando dos arquitetos uma revisão profunda nos seus métodos de pensamento e ação, além de habilidades cognitivas e operativas diferenciadas, que potencializem a emergência criativa, a adaptação constante, a integração com outras inteligências coletivas e um vínculo direto com a ação transformadora. Neste artigo, serão discutidas as principais características da complexidade no contexto projetual e apresentados os redirecionamentos epistemológicos que elas engendram para a prática criativa contemporânea. Considera-se que os principais desafios trazidos pela complexidade são a demanda pela adaptação, pela programação e pelo híbrido. O objetivo do artigo é trazer à tona novos direcionamentos conceituais para a prática criativa contemporânea, notadamente nas áreas de arquitetura, arte, design e computação.
Palavras-chave: complexidade, improvisação, adaptação, programação, reflexão-em-ação
>> artigo publicado na Revista Pós / FAUUSP – São Paulo – SP

Do It Yourself e Improviso: por uma outra epistemologia da projetação” (2015)

Esse artigo aborda aspráticas Do it Yourself a partir do que é considerado sua principal estratégia de ação: a improvisação. Mostraremos que a improvisação, enquanto estratégia criativa, transcende significativamente o entendimento e o valor a ela atribuído pelo senso comum e pela cultura projetual. Os atributos da improvisação serão apresentados inicialmente a partir de uma análise realizada no âmbito artístico. Em seguida, serão confrontados com metodologias de projeto centrado-na-ação, notadamente a reflexão-em-ação, elaborada por Donald Schön. Baseada no que se denomina raciocínio improvisacional, será realizada uma análise mais detalhada da natureza dos procedimentos compreendidos pela cultura Do it Yourself e pelos movimentos que a compõem, como a cultura maker e o Open Design. O artigo busca revelar ao leitor que a improvisação é um procedimento criativo notável, passível de ser sistematizado e incorporado às estratégias projetuais contemporâneas, e portador de um potencial de revisão epistemológica da cultura projetual.
>> artigo publicado na Revista V!RUS da USP – São Carlos/SP

Critical Methods in Computer-Mediated Performance and Phenomenology-Based System” (2013)
Este artigo apresenta os resultados de uma sequência de aplicações práticas da computação visual em processos de análise de fluxos de movimento em edifícios e espaços públicos. Os aplicativos foram desenvolvidos utilizando software de código livre Processing e conceitos derivados da computação visual que incluem: sequências de imagens timelapse, sistemas de diferenciação de frames e sobreposições de imagens utilizando a função blending. O resultado dos aplicativos são imagens que registram graficamente intensidades, fluxos, direções e padrões de deslocamento ao longo de grandes intervalos de tempo.
>> artigo apresentado no XXXI eCAADe – TU Delft / Holanda

Princípios e protótipos improvisacionais nas interfaces entre o design, a arquitetura e a arte digital” (2013)
O objetivo deste documento é apresentar os resultados de três workshops realizados pelo Grupo de Pesquisa Conexão VIX, no período de 2012 e 2013 com o intuito de desenvolver objetos e ambientes interativos utilizando técnicas alternativas de aplicação da computação física e da computação visual. Estas técnicas incluem a desmontagem e reconfiguração de objetos existentes, o reaproveitamento de circuitos eletrônicos e peças variadas de hardware, a utilização de softwares de código livre ou com licenças freewares, a elaboração de algoritmos e programações interativas de modo colaborativo, tendo como meta a investigação crítica e criativa da tecnologia a partir da compreensão prática e teórica de seus fundamentos elementares.
>> artigo apresentado no XVII SIGraDi – Valparaiso / Chile

Das obras abertas aos sistemas adaptativos: reflexões e referências artísticas para o design de ambientes interativos” (2012)
Este artigo apresenta um recorte da pesquisa de doutorado intitulada “Complexidade e Improvisação em Arquitetura” dedicada ao estudo de metodologias abertas de projeto voltadas para a criação de equipamentos interativos e intervenções urbanas em contextos complexos. Inicialmente abordamos o tema da complexidade nos espaços urbanos destacando suas inerentes heterogeneidades de usos, ocupações e apropriações segundo a visão de autores como Venturi, Certeau, Morin, Jacobs. Em seguida destacamos correntes artísticas que incorporam procedimentos abertos analisando brevemente suas estratégias. Finalmente  apontamos dois exemplos que partilham o espaço urbano como campo de ação experimental para práticas abertas e interativas.
>> artigo apresentado na II Jornada do LabVisual na FAU/USP – São Paulo 

Interatividade, Improvisação e Metadesign” (2012)
Esse artigo busca discutir mais profundamente a relação aproximada entre fundamentos da improvisação na arte e processos criativos na arquitetura, no design e na arte, como, por exemplo, o conceito de metadesign. Tais discussões são derivadas das discussões surgidas ao longo da disciplina Hipermídia e Interatividade II ministrada pela professora Dra. Silvia Laurentiz no curso de pós-graduação em Poéticas Visuais da ECA/USP, e que aproximam questões centrais relativas à arte digital e interatividade em campos híbridos do conhecimento que integram a arquitetura, a cibernética, o design, as artes interativas e os sistemas complexos. 

Contributions of improvisation techniques to interactive environment design” (2012)
Este artigo apresenta e discute o conceito de “ambiente improvisacional interativo” enquanto uma abordagem metodológica para a aplicação da interatividade na concepção e desenvolvimento de ambientes mediados eletronicamente. São analisadas técnicas e metodologias de improvisação em campos interdisciplinares da arte e do conhecimento científico, avaliando suas contribuições para a prática de projeto de ambientes interativos na arquitetura e no design.
>> artigo apresentado no VIII ICDHS 2012 – São Paulo 

Hibridação no Processo Criativo: interfaces gestuais utilizando programação e computação física” (2011)
No atrelamento humano-computador, restam ainda várias lacunas a serem preenchidas, muitas discussões a serem feitas e muitas soluções a serem desenvolvidas. O trabalho que resultou neste artigo visa contribuir para algumas destas soluções-discussões, focando principalmente em métodos de construção de interfaces híbridas voltadas para uma maior inserção dos movimentos corporais utilizando recursos lowtechs de hardware e programação de algoritmos. São experimentações no âmbito destas interfaces o foco do trabalho, nos ambientes de interlocução entre humano-computador, entre o mundo frio do algoritmo e a nossa percepção, e responsáveis pela tão em voga interatividade.
>> artigo apresentado no XV SIGraDi 2011 – Santa Fe / Argentina

Estética Relacional e Improviso: contribuições para a discussão das relações entre arte, arquitetura e design” (2011)
Este trabalho procura por em ordem uma série de aproximações surgidas no decorrer da disciplina “As Aproximações e contaminações entre artes e design visual, arquitetura e cidade” ministrada pelo professor Dr. Sérgio Régis, no âmbito do programa de pós-graduação da FAU/USP. Pretende colaborar para o desfecho das análises conceituais acerca de possíveis aproximações entre arte e arquitetura, oferecendo leituras críticas particulares de conceitos e práticas de ação abordadas ao longo dos debates em sala de aula, em especial aquelas reunidas no escopo da produção intitulada Éstetica Relacional sugerida pelo autor Nicholas Bourriaud.  

Espaços Públicos Coletivos e um Design para o Cotidiano” (2011)
Este artigo busca discutir as implicações conceituais que o conceito de espaço cotidiano gera no pensamento e na prática da arquitetura. A partir da consideração de que este espaço é governado por um comportamento espontaneamente criado pelos seus usuários se torna mais amplo e complexo os modos através dos quais práticas projetuais a eles vinculadas devem ser agenciadas. Este artigo busca descortinar uma série de possíveis abordagens, tanto conceituais quanto táticas, que orientem os arquitetos a se posicionar diante de situações projetuais que esbarram em espaços públicos, espaços livres e espaços comuns, levando em conta uma postura mais aberta, democrática e capaz de assimilar e incorporar as práticas cotidianas.  

Paisagem e Tecnologia Digital: subsídios ao Plano de Proteção da Área Central de Vitória” (2010)
Este trabalho objetiva debater o alcance do planejamento urbano associado às tecnologias digitais aplicadas à documentação do patrimônio construído e natural da paisagem do centro histórico da cidade de Vitória (ES). Visa elucidar tal problemática mediante relato crítico dos procedimentos metodológicos adotados no Plano de Proteção da Paisagem da Área Central de Vitória, com enfoque específico sobre os informatizados relativos aos estudos de simulação gráfica. O referido Plano intenciona a formulação de diretrizes e legislação urbanística para fins de orientação da ocupação urbana da área, de modo a valorizar e proteger sua paisagem. O resultado do estudo de simulação permitiu a visualização tridimensional da área objeto de análise, potencializando propostas para sua ocupação, notadamente relativas às alturas das edificações. A despeito de suas limitações no contexto ampliado do processo de planejamento urbano da área, o uso de tecnologias digitais permitiu analisar, simular e selecionar concretamente composições volumétricas da paisagem, mediante cenários em 3D da ocupação futura da área, visando sua proteção e preservação paisagística.
>> artigo apresentado no Arq.Doc 2010 – Salvador 

Arquitetura Durável nas Metrópoles: uma abordagem crítica da sustentabilidade nos projetos urbanos” (2010)
O artigo apresenta e discute as abordagens mais recentes acerca da sustentabilidade no âmbito dos projetos urbanos e arquitetônicos atuais. A partir de uma análise crítica das definições restritivas que são atribuídas ao conceito sustentabilidade, propomos aqui uma alternativa de aproximação diferente que utiliza como referência o conceito arquitetura durável, terminologia conferida pelos franceses para sustentabilidade. São apresentados projetos de intervenção no contexto urbano das metrópoles brasileiras e francesas que utilizaram estratégias de intervenção duráveis. Tenta-se argumentar no sentido de que estratégias duráveis permitem um olhar mais ampliado do conceito sustentabilidade porque oferecem leituras sócio-culturais, econômicas, infraestruturais, políticas e éticas, mais do que apenas aspectos relacionados à eficiência energética.
>> artigo apresentado no ELECS 2011 – Vitória 

Wirescapes: simulação transversa de uma condição de metrópole” (2009)
Wirescapes é uma animação criada a partir da investigação crítica de metodologias digitais de apreensão e representação dos espaços urbanos. É uma proposta conceitual de visualização da cidade a partir do uso experimental de recursos eletrônicos como o remix de áudio, vídeo, modelos tridimensionais, simulações e fotografias digitais. A animação toma como campo de estudo a área central da cidade de Vitória/ES a partir da qual são realizados inúmeros registros e pesquisas audiovisuais que objetivam cartografar percursos, caminhos, trajetos, vivências cotidianas, usos indevidos e subversivos do espaço urbano, valorizando o exercício de um olhar subjetivo sobre o comportamento dos espaços públicos e as práticas de seus usuários. 
>> trabalho apresentado no FILE Symposium 2009 – São Paulo

BBC_metrópole: interfaces digitais para análise da paisagem da área central de Vitória/ES” (2008)
Este artigo apresenta e discute a importância das hipermídias para o desenvolvimento de projetos de intervenção urbana levando em conta a relação entre diferentes pontos de vista e interesses ao se tratar das metrópoles atuais. A discussão aborda a configuração da paisagem urbana contemporânea, admitindo conceitos como a paisagem social, eixos de visibilidade, alterações nos índices urbanísticos, desenvolvimento urbano-econômico, numa perspectiva interna que considera a percepção dos usuários cotidianos dos grandes centros. Aponta para a necessidade de ampliação dos mecanismos de controle, agenciamento e intervenção da cidade por parte de administradores, pesquisadores, arquitetos, artistas, críticos e usuários. Descreve a iniciativa de trabalho integrado realizado entre órgãos públicos e centros de pesquisa para o desenvolvimento de ações táticas de apreensão, controle e agenciamento metropolitano.
>> artigo apresentado no SIGraDi 2008 – Havana / Cuba

Paisagens Relativas: cartografia digital interativa” (2008) (*)
Este é um trabalho de cartografia digital produzido a partir da combinação de fotografias digitais, panoramas VRML, vídeo digital e linguagem html. Trata-se de uma interface interativa que apresenta uma série de possibilidades de visualização de relações e construção de narrativas acerca de um espaço público localizado às margens de uma rodovia na região do Vale do Aço em Minas Gerais. Caracterizado pela sobreposição de diferentes escalas de mobilidade, usos e formas de ocupação formal e informal, a interface coloca-se como uma metarepresentação do espaço cartografado, oferecendo ao leitor-interator possíveis caminhos de construção do seu entendimento e percepção sobre o lugar.
>> trabalho apresentado no FILE 2008 – São Paulo

Paisagens Tecnológicas: a arquitetura na era da visualidade” (2007)
Tomando como ponto de partida o conceito visualidade e seu exponencial desenvolvimento desde o surgimento das mídias digiais, este artigo traz uma discussão acerca do impacto e influência da onipresença das imagens, em suas híbridas manifestações, na paisagem do espaço urbano. A aderência destas imagens à paisagem das cidades demanda uma discussão sobre seus atributos, conteúdos, sentidos produzidos e mensagens veiculadas. Discute-se qual os desafios contemporâneos da arquitetura na construção da imagem das grandes metrópoles levando-se em conta sua crescente apropriação pelas grandes estratégias de propaganda, outdoors, cenários luminosos e, em termos mais amplos, sua visualidade.
>> trabalho apresentado no II Seminário de Arquitetura e Urbanismo da FINAC – Vitória

6Radicais: uma plataforma crítica audiovisual” (2006) (*)
inserir texto Espaços Colaterais e criar pg.

O Vale do Aço: conceitos operativos para uma cartografia crítica” (2005)
É possível detectar, em regiões de intensa interferência industrial, cenários e configurações urbanas que se multiplicam e se alteram constantemente. Este texto analisa as implicações espaciais em termos da construção e estruturação da paisagem da região do Vale do Aço resultantes da atividade industrial. Os impactos gerados na cidade podem ser constatados não apenas no meio-ambiente, mas também no significado da paisagem circundante notadamente na sobreposição com elementos naturais, políticos, sociais e econômicos. O artigo traz aproximações diversas sobre estes enfrentamentos, buscando discutir criticamente a relação cidade e indústria no contexto urbano do Vale do Aço.

Próteses Perceptivas: experimentações corporais para o ensino do projeto na arquitetura” (2004) (*)
As próteses perceptivas oferecem uma interface física de experimentação e discussão das qualidades espaciais a partir da reconfiguração induzida da geometria e dos sistemas perceptivos do nosso corpo. Utiliza para isso múltiplas referências teóricas, artísticas e arquiteturais que enfatizam a relação corpo x espaço a partir da desconstrução dos sentidos e sua reconstrução a partir de aparelhos e infraestruturas imediatas ao corpo. A compreensão dos limites sensoriais do corpo humano é fundamental para o projeto de arquitetura que valorize o usuário enquanto elemento fundamental portador de sentido no espaço. 

Diagramas e Cidades: estratégias multimídias para mapeamento crítico do espaço urbano” (2004)
As tecnologias digitais de comunicação e informação vêm reconfigurando uma série de aspectos relacionados à forma como o espaço contemporâneo é produzido pela nossa sociedade. Em função da construção de grandes canais de distribuição de dados e serviços, vários hábitos têm se modificado tanto na escala doméstica quanto no âmbito da cidade. O que vem ocorrendo, principalmente em grandes escalas, é um esgotamento de formas de representação deste espaço atual, um espaço que não depende somente das distâncias físicas, de localizações definidas, ou mesmo de determinantes previsíveis.